Influências
Cafeicultura marcou a independência econômica do Brasil
Imperial
O grande desenvolvimento das lavouras de café brasileiras teve
início durante o Período Regencial, em plena Monarquia,
ou seja, quando o Brasil ainda era Império. Foi considerado o
mais importante acontecimento econômico do país ao longo
de todo o século XIX. Nessa época, o proclamador da Independência,
D. Pedro I, abdicou do trono, pressionado politicamente. Seu filho,
o imperador D. Pedro II, então com apenas 5 anos de idade, não
pôde assumir o poder devido à idade insuficiente. Entre
1831 e 1840, portanto, o Brasil acabou sendo governado pelos chamados
Regentes (destaque para Diogo Antônio Feijó e Araújo
Lima) até que D.Pedro II aplicasse o famoso "Golpe da Maioridade"
(colocação antecipada do jovem imperador no trono, com
apenas 14 anos de idade - considerado um dos mais hábeis golpes
políticos da história do Brasil).
Cafeicultura: os primeiros passos da economia brasileira - Num espaço
de tempo relativamente curto, o café passou de uma posição
relativamente secundária para a de produto-base da economia brasileira.
Desenvolveu-se com total independência, ou seja, apenas com recursos
nacionais, sendo, afinal, a primeira realização exclusivamente
brasileira que visou a produção de riquezas.
É importante lembrar que a cana-de-açúcar, o algodão
e o fumo (principais produtos do período colonial), foram introduzidos
por iniciativa da Metrópole Portuguesa, com capital e mão-de-obra
vindos do exterior. Outro dado importante: assim como o Brasil teve
a iniciativa de produzir café independentemente, também
se propôs a comercializar o produto sozinho, sem a interferência
externa. Até então, os brasileiros produziam e as Metrópoles
(Portugal, Holanda e Inglaterra) comercializavam. O café foi,
de certa forma, uma espécie de "grito de independência
econômico-comercial" do Brasil Império.
A Guerra do Haiti com a França favoreceu "Café Brasil"
Assim como hoje a cafeicultura moderna e profissional (em sintonia com
um mundo globalizado), continua a contribuir com o Brasil, às
portas do século XXI, também na época do Brasil
Imperial a atividade cafeeira ajudou, principalmente, no desenvolvimento
da região sudeste (considerada atualmente a mais importante do
país, do ponto de vista econômico).
A expansão da economia cafeeira já em meados do século
XIX, introduziu, aos poucos, diversas modificações no
Brasil como a substituição da mão de obra escrava
pelo trabalho assalariado (através da imigração),
a modernização dos meios de transporte (com a construção
das estradas de ferro), a expansão da rede bancária e
do crédito agrícola), a modernização dos
portos do Rio de Janeiro e de Santos e a dinamização das
atividades comerciais.
Política Cafeeira - Finalmente, foi de extrema importância
a crescente influência política dos cafeicultores, o que
decorreu também da expansão da atividade cafeeira. Situados
em zonas próximas à capital do Império, eles rapidamente
compreenderam a necessidade de se controlar o governo, fazendo uso de
sua influência em seu próprio benefício. Aos poucos,
os "barões do café" (e mais tarde, durante a
República Velha, os membros da "política do café
com leite") transformaram-se na facção da aristocracia
rural que maior influência exerceu sobre as autoridades governamentais.
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